Cultus Profano – Uma linguagem universal

É esta a perspetiva que Cultus Profano nos dão do Black Metal.

Info: CULTUS PROFANO
Entrevista: Cristina Sá

Como é que uma banda norte-americana cria Black Metal como este?
O Black Metal visa exprimir as trevas e propagá-las. O local de onde a banda é oriunda é irrelevante e geralmente sobrevalorizado. Em qualquer parte do mundo é possível produzir música maléfica. Não pretendemos compor música de nenhuma forma específica. Compomos música que nos permite exprimir a nossa agressividade e o nosso ódio. Somos ambos muito influenciados por todo o tipo de música tenebrosa, com destaque para o Black Metal. Quando compomos a nossa música e escrevemos as letras para ela, temos sempre como finalidade criar uma atmosfera obscura.

Quem vos influenciou? E como aconteceu isso?
Somos influenciados por bandas provenientes de todo o mundo, que incluem Supplicium, Gorgoroth, Tenebrae in Perpetuum, Armagedda, Bathory, Nocternity, Darkthrone, Krolok e muitas outras.

O que vos deram essas bandas?
A forma como o Mal pode manifestar-se através do Metal.

 

O Black Metal visa exprimir as trevas e propagá-las. O local de onde a banda é oriunda é irrelevante e geralmente sobrevalorizado. […]

 

E como integraram esses elementos no vosso som?
Quando compomos a nossa música, não procuramos imitar o som de ninguém. O nosso propósito é escrever música que suscite emoções tenebrosas tais como ira ou ódio.

Este é o vosso primeiro álbum. Como o descrevem?
«Sacramentum Obscurus» é uma compilação de canções que conjuntamente criam uma atmosfera oculta. Cada faixa representa um momento de um ritual em curso.

Que tipo de relação existe entre este álbum e a demo do mesmo nome que o precede?
Quando lançámos a demo sabíamos que íamos acabar por dar o mesmo título ao álbum: «Sacramentum Obscurus». As três faixas que a compõem foram regravadas e figuram no álbum.

No que diz respeito à música?
A demo foi gravada misturada e lanças por nós, de forma independente. Contudo, para o álbum, gravámos a bateria, o baixo e metade das linhas de voz num estúdio. As guitarras e o resto das vozes foram gravados por nós. Também nos envolvemos no processo de mistura. A produção é muito mais profissional no álbum, apesar de manter o lado obscuro do som.

 

As nossas letras constituem uma forma de adoração oculta. Escrevemos sobre demónios, rituais, o inferno e as trevas.

 

E quanto aos tópicos das letras?
As nossas letras constituem uma forma de adoração oculta. Escrevemos sobre demónios, rituais, o inferno e as trevas.

Adoro a capa toda a preto e branco.

– Quem é este Altar of Sorrow que fez esta fantástica ilustração para o vosso álbum?
É um artista indonésio extremamente talentoso, que nos ajudou a concretizar a nossa visão.

– O que podemos ver na sua interpretação do tema central deste álbum?
Quando o contactámos, já sabíamos exatamente o que queríamos pôr na capa do álbum. Fizemos um esquisso, que representava a forma como imaginávamos essa ilustração, e ele tratou-o com o seu estilo artístico inimitável. O resultado final superou tudo o que poderíamos ter imaginado.

Fazem concertos? Previram algo especial para promover este álbum?
Queremos tocar ao vivo num futuro próximo. Como a nossa música requer o contributo de um baixo e de uma segunda guitarra, vamos ter de recorrer a músicos de sessão. Mas Cultus Profano vai ser sempre um duo [NR: Advorsus e Stryzga, que responderam a esta entrevista.]

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