Ungfell – Lendas e contos helvéticos

São estes os textos que Ungfell verteu num inspirado Black Metal.

Info: Ungfell
Entrevista: CSA

 

A tua banda tem tudo o que é preciso para me agradar: Black Metal atormentado, reminiscências de música medieval, temas forjados na época das trevas. Estou muito contente por ter a oportunidade de te entrevistar.
Menetekel – Obrigado.

Este é o teu segundo álbum (embora não seja o teu segundo lançamento). Como foi o primeiro álbum recebido pelos fãs?
Tanto quanto sei, bastante bem. Pelo menos, foi o que me pareceu. Havia gente a pedir uma reedição, o que é bom sinal!

Fazes concertos com outras bandas do catálogo da Eisenwald? [Já entrevistei várias e sou uma grande fã das escolhas da vossa editora.]
Não. Ainda não fizemos nenhum concerto. Talvez no futuro…

De que trata o primeiro álbum? Calculo que este corresponde à segunda etapa de uma espécie de narrativa.
De forma simples, direi que girava em torno de narrativas medievais, relativas a temas como a morte e a feitiçaria. O conceito do novo álbum está muito mais focado no folclore suíço e nos mitos da nossa região. Portanto, «Mythen, Mären, Pestilenz» é, de facto, uma continuação lógica do universo criado por Ungfell. Em «Tôtbringære», usámos um pincel grosso, enquanto em «Mythen, Mären, Pestilenz», atentámos nos detalhes com o propósito de dar a conhecer narrativas suíças há muito tempo esquecidas.

Como harmonizas a música e as letras em Ungfell?
Instintivamente. Quando soa mal, vejo logo que fiz asneira.

Onde encontras a inspiração para criar estas narrativas medievais?

Sobretudo em livros e na natureza.

Porque te pareceu que precisavas da colaboração de outros músicos para criar este álbum?

Não se tratou de uma necessidade. Pareceu-me que era mais interessante ter vozes e instrumentos diferentes. Ungfell foi sempre um projeto versátil e eu quero que continue assim. Além disso, queria incorporar uma voz feminina numa das faixas. Encontrei a bela voz da Minarsk, que se adapta perfeitamente ao universo de Ungfell. Decidi pedir também a colaboração vocal do Kerberos, porque é meu irmão de armas há muito tempo. Ainda por cima, ajudou-me imenso no processo de mistura.

Onde encontraste a capa para o álbum? Parece uma ilustração do séc. XIX relativa a temas medivais (lembra-me a arte de William Morris).
Encontrei-a num

dos livros que consultei, quando andei a fazer pesquisa para o álbum. É da autoria de Wilhelm Roegge (1870-1946), que fez muitas ilustrações para contos folclóricos. Pareceu-me que encarnava bem a atmosfera do álbum.

Que planos traçaste para promover este álbum?
Tive muita sorte em encontrar uma editora como a Eisenwald, portanto não tenho de me preocupar com a promoção (a não ser no que toca a responder a entrevistas, claro). Não há nenhuns concertos previstos para já.

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