Wichswut – «Wichswut»

A abrir com um tom de sirene e com uma toada groovy de baixo e bateria, os Wichswut apresentam-se assim em “Sinner”, a primeira faixa do seu novo registro. Os leads de guitarra ajudam a hipnotizar o ouvinte em conjunção com a voz distorcida de Eddie Chebbie, no que nos indica que estamos perante um muito bom álbum de postrock. Em “Guns” é a guitarra a comandar desde o início com excelentes leads e com toda uma montanha sonora de sintetizadores. Os Wichswut compõem um rock groovy, decadente e assentes em excelentes melodias com bastantes samples misturados para criar uma parede sonora dissonante mas hipnotizante. É fascinante assistir como os Wichswut conseguem pegar em várias misturas, desde o puro rock de um Iggy Pop, a um certo psicadelismo nas guitarras típico de alguns estilos mais progressivos, e criar algo único. O terceiro tema, “Bica”, tem uma pulsante batida com uma toada a roçar o electrónico simulado, e berros fulminantes lá para o fim do tema. “Spacekrieg” inicia-se com umas vozes dissonantes que de seguida dão lugar a um pulsante ritmo de baixo e bateria, cortesia de Lucian Busse e Lars Deutrich, com os típicos leads orelhudos de guitarra de Sascha Niemann enquanto Eddie explora as suas vozes em conjunto com alguns samples bastante interessantes atirados para o meio do tema. “Lass Mich”, tema final do EP, é talvez o mais calmo de todos mas nem por isso, o menos psicadélico. O tema assenta numa batida sedutora e cuidadosos leads enquanto que as vozes exploram terrenos um pouco exóticos. Em conclusão: um excelente EP, com tons bastante negros e degradantes, ou não fossem os Wichswut originais de Berlim.

(Music’s Not For Everyone)

[8/10] Eduardo Rocha

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