MARDUK – «Viktoria»

Estar a apresentar uma nota introdutória sobre estes suecos é desperdicio de tempo e de palavras, já que desde sempre que a banda liderada por Morgan Hakansson nunca foi indiferente por todos e muitos motivos, mesmo que, em muitos casos não fossem os melhores. Lideres do Black Metal sueco os Marduk nunca rejeitaram uma boa polémica e souberam sempre reagir a elas com uma coerência atroz e indiferentes a todo o caos que envolvia o seu nome ou a sua música. Mas isso são outras conversas e este texto deve refletir sobre aquele que é o 14º disco dos suecos e que, mais uma vez, se debruça sobre o belicismo da Alemanha do Terceiro Reich sem que, no entanto, seja um disco totalmente bélico, existindo mesmo um lado espiritual. Não se pense que o quarteto tirou o pé do acelerador e se esse é o o vosso pensamento podem tirar o ‘cavalinho da chuva’ pois, mesmo após 28 anos de carreira a banda teima em ser furiosa, devastadora e, principalmente, devota à sua sonoridade e mestria como cria a sua música. Em pouco mais de trinta minutos a devastação é contínua e poucos são os momentos de calmia, sendo talvez “Tiger I” o melhor exemplo que confirma a regra e, a partir de momento que “Werewolf” começa a desfilar nos ouvidos percebemos que temos mais um grande disco de Black Metal, sem ‘chouriços’ e sem perdão, como aliás tem sido a carreira do quarteto. “Werwolf” é a porta de entrada para um mundo de horror que tem tanto de passado como de presente e “June 44” é tão rápida como eficaz, porém são exmplos de uma banda que teima em dilacerar a humanidade com o seu lado mais negro e sombrio. Querendo-se ou não os Marduk continuam a ser líderes de uma matilha. Este é um verdadeiro disco de Black Metal e quem disser o contrário não pode querer coisa boa na sua vida.

(Century Media Records)

[8/10] Nuno Lopes

 

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