MOB RULES – «Beast Reborn»

Prestes a completar 25 anos de existência, os Mob Rules retornam com o lançamento de «Beast Reborn», o nono álbum de estúdio da carreira destes alemães, sucedendo ao bem recebido «Tales from Beyond», de 2016. E o conjunto comandado pelo vocalista Klaus Dirks nos brinda com um trabalho coeso, pesado, com riffs sólidos, bateria poderosa e passagens épicas, muito graças a grandiosos corais. Depois da curta faixa instrumental de introdução, “Ghost of a Chance” abre «Beast Reborn» com bons riffs, grande trabalho vocal de Dirks e um interessante duelo de solos, uma boa forma de apresentar o novo guitarrista, Sönke Janssen. “Shore’s Ahead” vem logo na sequência e eleva a fasquia da agressividade, ao mesmo tempo que traz pitadas de progressivo e elementos épicos que nos lembram Avantasia. Uma característica marcante dos Mob Rules é que suas músicas, em muitos casos, soam como um encontro dos Avantasia com os Iron Maiden. É o que acontece precisamente em “Traveller in Time”, com os riffs iniciais nos remetendo aos Iron Maiden moderno, ou seja, mais progressivo, ao mesmo tempo em que as linhas de teclado e o refrão “pegajoso” nos levam aos Avantasia. A seguir temos talvez a mais “Maideniana” de todas as canções de «Beast Reborn»: “Children’s Crusade”, com riffs totalmente Iron Maiden e duelo de guitarras que também soam aos mestres ingleses. Talvez não por acaso, é a minha faixa favorita do álbum. A tríade “Iron Maideniana” deste lançamento se completa com a interessante “War of Currents”. Outra música que merece destaque é “Way Back Home”, que bem que poderia ser a faixa de encerramento, uma vez que a balada “My Sobriety Mind (For Those Who Left)” é, digamos, descartável e portanto, seria desnecessária (pelo menos para encerrar o álbum). Com seus riffs que nos fazem bater cabeça e seu clima épico, “Way Back Home” seriam o final perfeito para «Beast Reborn», um trabalho digno de respeito destes já veteranos do Power Metal. Em 2019, os Mob Rules chegam a um quarto de século de estrada e «Beast Reborn» mostra-nos uma banda amadurecida e talentosa, que já merece mais destaque no cenário do gênero que tocam.

(Steamhammer-SPV)

[8.5/10] Emanuel Leite Jr.

 

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