MOS GENERATOR – «Shadowlands»

Todos aqueles que apregoam que o Rock está morto é porque, certamente, nunca se cruzaram com os Norte-Americanos Mos Generator. Porém, nunca é tarde e ainda vão a tempo de descobrir esta máquina liderada pelo carismático Tony Reed. Mostrando que o formato power-trio continua a ser tão viável como há 30 anos atrás os Mos Generator são, hoje, uma máquina bem oleada e imparável. Antes de existir o Stoner já existia o Rock, e Tony Reed aprendeu com os melhores. «Shadowlands» é um enorme disco Rock, mesmo que (aqui e ali) o nome de Ozzy surja “à flôr da pele”, como sucede em “The Destroyer” ou “Stolen Ages”. Porém nada se esgota aí e, onde o anterior «Abyssinia» era simples e limpo, este é sujo e directo ainda que de forma dissimulada, os Generator apresentem uma maior aproximação ao Blues-Rock (mesmo que eles não admitam). Há, ainda a destacar a forma como o trio, ao mesmo tempo que nos presenteia com canções feitas de pó e óleo de motor, tem também, em temas como “Drowning in Your Loving Cup” , uma solidez instrumental que melhora a cada disco que passa. O Rock, como tem de ser, nunca irá morrer e os Mos Generator continuam a mostrar isso mesmo em «Shadowlands».

(Listenable Records)

[7.5/10] Nuno Lopes

 

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