Swans

35 anos de carreira a vergar o underground às maquinações experimentais da profícua mente de Michael Gira, encontram um titânico epitáfio na tourné que acompanha o lançamento de “The Glowing Man” (2016) e o fim de mais uma mutação na carreira da banda. Desde a tumultosa preconização do sludge com “Filth” (1983), passando pelo insidioso goticismo de “Children of God” (1987), até ao balsâmico desalento do indie-rock em “White Light From the Mouth of Infinity” (1991), sem esquecer, contudo, a extravagância de niilismo atmosférico do “Soundtracks for the Blind” (1996), os Swans têm parido, dissociado e reassimilado géneros num tortuoso sistema digestivo. A avalanche sónica irá assolar Porto e Lisboa, nos dias 8 e 9 de Outubro, pela mão da Amplificasom.

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